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FERRYBOAT NO DOM CAPONE, DIA 2 / 4/2016 SÁBADO




O trabalho solo do guitarrista Luiz Ferreira (Beijo AA Força, Maxixe Machine, Os Marlenes e outras formações) está de volta aos palcos da capital, é a banda FERRYBOAT.
Ferreira produziu o CD “10 Dias Na Praia” em uma casa no litoral paranaense no frio agosto de 2013 com a participação do baterista Rolando Castelo Junior (band leader da paulistana Patrulha do Espaço e da seminal banda de rock argentina Aeroblus) e também do baixista Alberto Lins, colega de Ferreira no Maxixe Machine e membro fundador da lendária banda “Opinião Pública”.
No trabalho prevalecem as influências musicais de Luiz Ferreira, como The Clash, Pixies, Jimmy Hendrix e Percy Mayfield, além de Beijo AA Força, Maxixe Machine, Blindagem, João Lopes entre outros. “Eu admito as influências, pois sou um compositor de referências, procuro reinventar o que já está por aí, afinal, como já disse o Leminski, ‘tudo já foi dito’, então, tocado, cantado e solado. Só quero tocar, cantar e solar do meu jeito”, destaca Luiz Ferreira.
O show será dia 2 de abril, sábado, na C.I.C. mais precisamente no Dom Capone Pizza Rock, um reduto de rock dos mais importantes da cidade, pela estrutura oferecida e pelo investimento e dedicação de seu proprietário Vagner Capone.


Na ocasião será vendido o CD da simpática latinha “10 Dias Na Praia” com um bônus, além do preço especial, será incluído na latinha um cd da banda OS MARLENES, produzido pela Grande Garagem Que Grava, um empreendimento idealizado por Ferreira e seu ex- sócio Rodrigo Barros. A latinha com os cds são uma raridade e só serão encontradas ali no Dom Capone => tiragem limitada-preço especial
A noite ainda reserva uma surpresa: por ser promovida pelo programa de rádio ROCK ‘N’ MOVIE, produzido por Ferreira, Chico Nogueira e Lilian Klimpovuz, mais cedo será projetado no salão de show o filme CURITIBA ZERO GRAU, de Eloi Pires, com trilha sonora de várias bandas curitibanas, entre elas o Beijo AA Força, o filme tem um elenco fantástico e um roteiro muito interessante, não a toa foi muito premiado. Todo curitibano (até os que vieram de fora) têm que assistir.
SERVIÇO:
SHOW DA BANDA FERRYBOAT NO DOM CAPONE PIZZA ROCK
PROGRAMAÇÃO:
Projeção do filme “Curitiba Zero Grau” às 21h
Show musical FERRYBOAT “10 Dias Na Praia” – às 22:30h
Dom Capone Pizza Rock - R. Pedro Gusso, 4047 - Cidade Industrial, Curitiba - PR
Reservas e maiores informações: (41)3248-2633
Ingressos no local a R$ 10,00
PROMOÇÃO EXCLUSIVA:

FERRYBOAT_VIDEOCAST SOBRETUDO

Entrevista com FERRYBOAT, Luiz Ferreira, Alberto Lins e Angelo Stroparo falam sobre a banda, e a participação na série "Ensaio", projeto da Gazeta do Povo que utilizou uma música da banda em fotos de André Castelano e texto de Luiz Cláudio de Oliveira.

CLIQUE AQUI E CONFIRA

FERRYBOAT DÁ AS BOAS VINDAS A MOLA JONES



WELLCOME MOLA JONES!!!! velho amigo e grande baterista. Compondo o time da banda FERRYBOAT para um showzaço dia 4 de dezembro no 92°.
A abertura ficará a cargo da banda PAZ DE USINAS, do mestre tenor do rock and roll ARNALDO MACHADO, com direito a samples do Rodrigão, Walmor Góes, Alberto Lins e outros craques.
Vai rolar ainda discotecagem "Rock 'N' Movie", com trilha copleta de um filme do Tarantino + DJ DADDY JR.
Vai inventando um jeito de aparecer por lá, um salão de rock com uma acústica caprichada, vamos levar um bom equipamento para um show, digo, dois shows de grande responsabilidade.

ARNALDO MACHADO E SEU DUO "PAZ DE USINAS" DIVIDEM O PALCO COM FERRYBOAT DIA 4/12/2014 NO 92°




Tá falado, dia 4 de dezembro, a partir das 21 horas (*abertura da casa). PAZ DE USINAS tocará às 22h e FERRYBOAT ÀS 22:50h, será uma quinta feira, por isso os shows não se estenderão, mas serão intensos e densos, só o supra sumo com as melhores canções e performances a 120%.
Vá se agendando, não é todo dia.

A FERRYBOAT DÁ AS BOAS VINDAS A RUBENS K.



A BANDA FERRYBOAT DÁ AS BOAS VINDAS AO SEU NOVO BAIXISTA, RUBENS K.
O veterano Baixista Iratiense Rubens K está entrando na banda, é um novo integrante mas é um velho amigo meu e do Alberto. Muitas histórias difíceis e fáceis nas noites e dias curitibanos. A música está mais feliz, o som flui com naturalidade, o som certamente ficou bem mais fácil.
Estréia da nova formação será dia 6 no Jokers, abrindo a noite que terá ainda a Patrulha do Espaço. Uma noitada excelente, só pra não sair do velho bordão do eterno batera da Ferryboat Rolando Castello Junior. Imperdível, insolúvel, inflamável!!

ADQUIRA O CD 10 DIAS NA PRAIA





Para adquirir o CD "10 Dias Na Praia", 


O CD 10 Dias Na Praia você encontra nas Livrarias Curitiba
Ou
deposite R$ 25,00 no banco ITAU Ag. 4080 Conta 01753-8

e envie seu nome, endereço e o comprovante de depósito para ferryboat@ig.com.br . 
O CD irá por encomenda registrada até sua casa. 

São apenas 300 cópias, todas numeradas, na latinha serigrafada com encarte colorido. 


PRODUTO CULTURAL ÀS PRÓPRIAS CUSTAS - PRESTIGIE.





FERRYBOAT NO PAIOL, SEXTA FEIRA, DIA 2 DE AGOSTO, ÀS 20H

Estamos ali no cantinho inferior da direita, entre muitas feras da música e da poesia. Depois de 4 meses de banda, posso dizer que agora sim estamos com entrosamento e segurança de banda. É difícil concatenar as agendas e colocar músicos frente a frente para desenvolver um repertório autoral, primeiro a falta de tempo, empatado com a falta de grana. É amiguinho, músico continua sendo uma das profissões mais mal pagas da cidade, talvez do Brasil, talvez do mundo todo... Prestigie o compositor, admire-o como a um animal em extinção, só um pouquinho menos peludinho.

FERRYBOAT - DIÁRIO DE BORDO por Luiz Ferreira


FERRYBOAT: da esquerda para a direita, Ferreira, Alberto e Rolando.
Ao fundo o ferryboat/balsa que faz a travessia Caiobá-Guaratuba.



***Adendos ao Diário de Bordo do Ferryboat, pelo magnifico, soberbo, fantástico e humilde baterista Rolando Castello Junior


Este é um projeto  que venho pensando há anos. Tenho muitas músicas guardadas e acho que se  eu não fizer nada por elas, elas nunca sairão das minhas gavetas. Este repertório, com canções antigas, algumas da década de 1.980 e outras deste ano de 2012, não tem ou não teve espaço em nenhuma das bandas que toquei ou que ainda toco, seja o Beijo AA Força(BAAF), o Maxixe Machine, Os Marlenes ou ainda algum outro projeto que não passou de alguns ensaios performáticos.
Sempre me agradou o formato de power trio para uma banda de rock, vivi grandes momentos musicais com o Beijo AA Força neste formato e tenho saudades sinceras.
A casa de praia de minha mãe no Balneário de Corais, entre Matinhos e Praia de Leste tem uma arquitetura muito interessante, não pelo apuro estético, mas pelo fato de ter sido construída aproveitando um corredor de passagem para fazer a sala, o que fez com  que um quarto ficasse com a janela para a sala, uma perfeita sala técnica, além do fato de ter um forro metade madeira, metade laje que contribui para uma boa acústica, sempre quis  gravar um disco na praia, sem contar que não preciso pagar aluguel e o sossego do balneário fora da temporada de verão é muito apropriado.
A escolha do baterista foi fácil pra mim, pois desde o primeiro vinil do BAAF que contou com
a participação do Rolando Castello Junior em algumas faixas me deu a certeza de que um dia faríamos algum projeto juntos. O baixista era para ser o Eugênio KF, que  tocou na Cores d'Flores,  pelo músico talentoso que é e também pelo seu conhecimento técnico de gravação, o que me ajudaria um bocado neste projeto, já que eu não ficaria sozinho com a responsabilidade de montar, ligar, microfonar, tocar e operar a técnica toda, algo que considero muito aborrecido. Ele até veio à minha casa dois meses antes das gravações na praia e junto gravamos com voz e violão, em seu próprio equipamento, um  repertório inicial de 27 canções que enviamos para o Rolando tomar conhecimento e ele também. Depois disso o cara sumiu e até hoje não deu notícias, sei lá o que se passou. O importante é que o meu velho amigo e parceiro de estrada Alberto Lins, baixista do Maxixe Machine, se dispôs a viajar conosco e foi muito bom.
A produção toda foi possibilitada porque fui contratado pelo meu amigo Francisco Cardoso para fazer a trilha sonora de seu filme “A Lata Lá”, um documentário interessante  sobre catadores de latinhas de alumínio. No momento em que  ele me fez o convite eu visualizei a materialização da gravação de todo o repertório na praia. Valeu Xico, agradecemos a preferência!
Agradeço sincera e imensamente a gentileza e a generosidade das pessoas que me ajudaram a realizar este projeto: meus parceiros músicos, minha compreensiva família e o bom Deus que permitiu essa coisa toda .
O que narrarei daqui pra frente é praticamente uma ação entre amigos, regada a cervejas, neblina, chuva, sol, poucas ressacas, algumas dores lombares e muito rock and roll.



*foto tirada no modo automático, "A CHEGADA".


PRIMEIRA NOITE – segunda feira, 30 de julho de 2012.
Antes dessa primeira noite, para mim houve a night  before, em homenagem a meu novo amigo Albert, aqui ignorada pelo LAF do BAAF, que foi o fato de eu ter que adentrar na terrível zona de tambores e ferragens do Rolando, em verdade essa zona toma conta de 50% do território que habito, que são dezenas de bags de bateria, de variados tamanhos e pesos, tarefa não aconselhada para bateristas veteranos, sem a assistência do imprescindível assistente, vulgarmente conhecido como roadie, assim o tive que fazer, porque apesar do generoso empréstimo da bateria do Mola Jones, eu precisava levar alguns acessórios extras para dar uma cor extra nas gravações da batera.
Desnecessário dizer que o que eu precisava estava no último bag que abri, Marshall Law.
Para que houvesse essa primeira noite, teve que haver o primeiro dia, no qual cruzei os céus do Brasil desde Brasília para Curitiba, mais uma vez no check in me deparei com o funesto, excesso de bagagem, valores escorchantes que as companhias aéreas cobram, para que os pobres bateristas transportem seu instrumento de trabalho.
Viagem realizada com tranquilidade, voo direto, uma maravilha, chego a cidade que mais amo no Brasil Curitiba, não tenho tempo sequer de apreciar a cidade, sou colocado na Parati e imediatamente levado ao litoral paranaense.
Ao chegarmos por lá, o LAF do BAAF, teve a brilhante ideia de um brindezinho de confraternização, e lá se foi a garrafa de Vat 69 e junto com ela nossos neurônios e resistência física.





foi um dia cansativo, enfim vai começar a trabalheira toda...









Um brindezinho inocente para confraternizar, mais uma... mais uminha, a primeirinha das inúmeras saireirinhas...



 a saideira, tá bom, a penúltima, antepenúltima... mas quem está contando?





Friends will be friends... a cozinha entrozada da FERRYBOAT. Isso é fundamental.
À esquerda o baixista Alberto (Kiko) Lins e à direita o baterista Rolando Castello Junior.



                            Chegamos em 2 carros completamente carregados: o Pallio do Alberto, o baixista/auxiliar técnico/assistente de produção/roadie/motorista, enfim, grande brother, e a Saveiro que foi do meu pai, onde viemos eu e o Rolando, enfrentamos uma chuva chata e uma neblina muito densa que  nos assustou um pouco na serra.
Descarregamento de material a partir das 22:30, quando chegamos e abrimos uma garrafa de VAT69...  um estrago. Pelo menos conseguimos descarregar e iniciar algo parecido com uma montagem de equipamento: tiramos e arrastamos os móveis da sala e instalamos a bateria em cima do tapete.
Chuva e garoa impertinentes.
Porrete miserável... friends will be friends!!!! A última olhadinha no relógio marcava 4:12h. Desmaio.

 A sala  acabou sendo da bateria e da técnica, pois eu teria que gravar e tocar, não levamos operador.
O amplificador de guitarra, um Peavey Bandit,  veterano de 1992, ficou dentro do armário em outro quarto, com 2 microfones Shure PG 81  posicionados da seguinte maneira, 1 próximo ao alto falante e o outro no meio do quarto, captando a ambiência.


 A sala antes, com o colchão improvisado que serviu para cortar a reverberação, popular abafador.

 Durante a montagem e os brindes...
 A bateria foi montada já na primeira noite.

 O restante ficou para o dia seguinte, o cansaço era grande.


PRIMEIRO DIA – terça-feira, 31 de julho

Montagem oficial da tralha toda, uma decepção, não trouxe o cabo ótico e teremos que gravar tudo em 8 canais e não em 16 como tinha previsto. Uma pena, mas valerão a baterias e uma guitarra guia, terei que gravar o baixo e os vocais em overdubs após as tomadas de bateria, de qualquer modo, gravaremos com todos os 3 tocando juntos, para dar clima, segurança e maior conhecimento das canções que embora sejam bem conhecidas minhas, sofrerão ajustes e interferências naturais, contribuições bem vindas dos outros músicos.
Ressaca animal!! Só pegamos no tranco depois das 14 horas, o Juninho só às 19:30, quando conseguimos  fazer algo parecido com rock and roll.

 Cabos e tralhas indispensáveis à gravação. Tantos cabos e ainda assim faltou um.
 Batera Microfonada
 Não parece né? mas até que o Alberto ajudou sim.
 Primeiros ajustes "teste... som...1,2"
 Mesinha guerreira, percebi que estava com um canal de saída queimado, ouvimos tudo em mono, tipo Brian Wilson
 


Testes ok, ensaiando a primeira.
A visão do baterista.

O Juninho só funcionou ás 19:30, porque o LAF do BAAF e o Albert, ficaram horas enrolados num monte de spaghetti de cobre e borrachas, que eram os quilômetros de fios necessários para a ligação da parafernália necessária para as gravações.


Conseguimos gravar 2 versões de um instrumental para o filme A LATA LÁ.
Valeu.
Obs: resgistre-se aqui que o Rolando Castello Junior batizou a banda : FERRYBOAT. Adorei, ´pois  meu primeiro e-mail é ferryboat@ig.com.br desde 2001, lembro-me de ter feito o registro ainda com uma internet "discada", quando ouvíamos aquele barulhinho característico de berimbau de boca cada vez que acessávamos a rede. Meio caminho andado.
O magnifico, soberbo, fantástico e humilde baterista Rolando Castello Junior, agradece o reconhecimento de sua magnifica, soberba, fantástica e humilde sugestão.

Chuva o dia inteiro, chuvinha e chuvaréu.
Praia de rockeiro só poderia ser assim mesmo, senão não é rock.

NOSSAS CAMAS:





BOM DIA:


 AO TRABALHO RAPAZES


SEGUNDO DIA – quarta feira, 1 de agosto


Acordamos  relativamente cedo e ainda antes do almoço gravamos a trilha do filme “instrumental 1”, “Trem Para o Perú”,  “Ligação A Cobrar” e “Roleta Russa Dupla”, vários takes. Bem, com essa neblina toda o clima era para “Blues Das Sombras”, total.
Pausa após o almoço, vamos achar uma internet para saber do resto do mundo, dar uns telefonemas e respirar uma neblina.
Internet free na APMP, maravilha wireless.

Comentário do dia é do Juninho: “ amanhã teremos que tomar um banho”, me obriga a trocar a resistência do chuveiro, está frio  na praia e uma neblina cobre a cidade inteira, visibilidade conturbada, nunca vi tão densa, tão baixa e a essa hora da tarde, são 14h.

A NEBLINA CHEGOU A PARALIZAR A TRAVESSIA DO FERRYBOAT CAIOBÁ/GUARATUBA:




 


Logo voltaremos para mais uma sessão com mais algumas canções.
Conseguimos ainda trabalhar “Meu Oxigênio”, que teremos que ouvir amanhã e “Pânico em PVC”, a complementar com overdubs de batera e percussão também a posteriori. Hoje foram mais de 8 horas de studio, cansou. Vamos tomar uma cerveja pra recuperar a rouquidão. São 22:05, Dona Esther, a vizinha, deve estar contente de assistir sua tevezinha sem barulho.
Back up pra garantir  e boa noite. ___Tá gelada essa?
Última olhada no relógio: 2h33m. Uahhhh!!!



TERCEIRO DIA - quinta-feira, 2 de agosto.

Sou o primeiro a acordar às 9 da manhã . Uma forte dor nas costas me impediu de dormir até mais tarde, o colchão da praia sempre faz isso comigo, me acostumarei amanhã. Aproveito para dar uma caminhada até o mercadinho "Quinteto" para comprar  pão e na volta troco a resistência do chuveiro, tomo um banho e  às 11:30, todos de pé. Iniciaremos as gravações depois do almoço e iremos direto até quando não aguentarmos mais, essa é a idéia. Alberto relaxa-nos com instrumentais suaves ao  violão, como sempre, coisas de 1965-72, um pesquisador, toca todas dos fab four, muito bom.
 




"Alberto nos brinda com uma sessão Beatles em meu Takamine, um afago para nossos ouvidos"






Rolando me apresenta um comprimido-bomba chamado Tandrilax para dores musculares que é tiro e queda, ou seja, cura a dor e derruba o freguês, dá uma piriguiçaa...
Tandrilax, equipamento fundamental para pegar a estrada, principalmente para os veteranos, para mim é a salvação da pátria e não viajo sem, pois um mal jeito pode tirar o batera de circulação, faz parte do equipamento padrão junto com os tambores e pratos, God save rock and roll e Tandrilax, o Ministério da Saúde adverte, consuma com moderação


 Dia cinza, começa a chegar gente no balneário, estou um pouco deprimido, o saco começa a encher, vou sugerir as lentas pra começar as sessões. Introspectivo.
Clima ótimo para “Cascatas & Cataratas”, Preguiçosamente partimos para “Cascafel” (que justamente ficou de fora do material do CD porque achei que a canção deve ter outro tratamento, mais acústico e por isso ficou para um próximo projeto, enfim, voltou para a gaveta) “Homens Azuis”, climão... um café e direto para  “Musa Punk”... hmmm,  empacou, fica pra amanhã. O dia se abriu em um solzão que incrivelmente não esquenta . Chegou mais uma vizinha, Dona Rosinha, do prédio em frente à casa, gente boa, fica só lá em cima olhando...
Pausa, café, cigarro, fotos na praia, passeiozinho na APMP, agasalhado de moletom,

Fotos no automático não convenceram...




cafezinho e vamos tentar "Noite de Luau", muito apropriado, a lua cheia está uma loucura. Ainda saiu uma jam session de 10 minutos sobre “Já Está Na Hora de Você Ser Você Mesmo”, uau!! O velho baterista arriou a carcaça, acho que precisamos dar um tempo por hoje, são 20:29h. Uma voltinha em Praia de Leste, uma cerveja no calçadão, mais fotos e cama. Amanhã começaremos de manhã, está combinado, sem excessos hoje.



Bestamente levei a máquina fotográfica para a noite e só consegui atiçar a cobiça dos flanelas nóias que não tiraram o olho babão dela, até quebrou o clima e voltamos para o Birutas, onde a charmosa Grace (ou seria Sheila, ah sim, Dayane) nos serviu algumas cervejas na densa neblina que já está se tornando normal , o Rolando até se animou em traçar uma porção de camarão crocante, mas fica meio difícil depois da janta. Em casa constatei algumas armadilhas eletrônicas que tive que corrigir e fazer algumas edições, back ups, enfim, estou indo pra cama às 2:34h. Amanhã o dia promete.  Bom descanso.
Confesso que para gravar tantas musicas em tão pouco tempo, me vi forçado a mais vil chantagem junto ao LAF do BAAF, só seguiria gravando as baterias, mediante doses generosas da lasanha da Leila, um novo vicio adquirido nessas beach sessions.








QUARTO DIA  3 de agosto
Rotina, levantar, ir até o mercadinho "Quinteto" comprar pão, tomar café, conversar, ouvir as bases e começar o trabalho. Hoje o dia foi em homenagem ao Marinho Bocão e a RRRRARRRRRARRRRÁ RRRECORDS PRODUCTIONS , porque, como dizia Bocão, “ dever é viver”.
Fiz questão e pedi ao LAF do BAAF, autorização para dedicar meu trabalho de bateria neste disco, ao meu querido amigo Marinho Bocão, talvez o melhor batera de rock que o Paraná já teve, sim todos os que o conhecemos sabemos que o Marinho era muito louco, sua loucura e apetite pelas drogas eram  terríveis, mas na mesma proporção desse descontrole, ou até mais, residia uma alma boa e querida, um amigo para todas as horas, um baterista extremamente sensível e habilidoso.
Você ter uma atitude rocker, é um desafio perigoso, infelizmente o Marinho ultrapassou, e muito essa fronteira, da persona e da pessoa, e pagou o preço de tal temeridade.
Mas essa tragédia que foi seu final, não tirará ou ofuscará jamais seu brilho como baterista, brilho tão belo como o revestimento Silver Sparckle de sua bateria Rogers,rárárá.

Marinho Bocão (R.I.P.)

Vamos ao que deixamos de ontem pra hoje: “Pânico em PVC”, de novo as bases todas. “Ventilador de Teto”, “O Atirador do Campo de Centeio” e “Musa Punk”, a campeã de takes, com um total de 57 minutos de versões gravadas, acho que conseguimos uma boa tomada, também... A idéia agora é fazer as fotos da  banda no Ferryboat, lógico, mas hoje o nevoeiro fechou o porto do Ferryboat por falta de visibilidade, mais de 3 km de fila de cada lado, vamos ver como estará amanhã.  De qualquer forma as fotos para “Ventilador de Teto” estão garantidas, na casa tem uns 9 de várias cores e modelos.



QUINTO DIA, 4 de agosto, sábado de sol e céu de brigadeiro.

Deixo pra lá Boogie Tupiniquim por achar que o material que temos já é suficiente para uma boa seleção. Obrigado LAF do BAAF, por aliviar a empreitada.
Hoje vem minha família, mulher, filha e mãe, estou precisando delas.

 Começamos a desmontar a bateria, amanhã levarei o Rolando para o aeroporto.




















Hoje tem foto no Ferryboat, ISSAAAAH turistada!!
Muito a fim de um passeio pela praia. Esperando minhas queridinhas.
Chegam minhas mulheres: Lilian, Lana e Josyra, respectivamente minha esposa, minha filha e minha mãe,  Estava com saudades, tiro a manhã para ficar com elas e à tarde iremos ao Ferryboat.

 Eu e minha mulher, Lilian
  Lana, minha filha caçula, então com 8 aninhos
Minha mãe, Dona Josyra.


 A Lilian tem um olho muito bom para fotografia e tirou fotos fantásticas da Baia de Guaratuba com um por de sol cinematográfico, um belíssimo final de tarde.












O São Benedito fica na cozinha da casa, para que ali nunca falte comida, enfim, mais uma  foto da Lilian.



 A Lana se encarregou de fazer as fotos dos ventiladores de teto, gracinha.









 

Não gravamos nada hoje, à noite chega com caipirinhas de morango despedida do Juninho. Amanhã será outro dia.








Me mudo para a APMP para ficar com minha esposa. Não era meia noite quando peguei a roupa de cama e me despedi dos Brothers.
Que singelo, e lá se foi o LAF do BAAF, para o seu hotel, deixando-nos sós, eu, Albert e Smirnoff, pobre do russo o matamos sem piedade e também nos matamos mais um pouquinho, eu e Albert, isso sim, sempre ao som sessentista e setentista de um aparelhinho do Albert, que tinha milhares de musicas, que diferença da época dos cassetes




SEXTO DIA, 5 de agosto. Domingo.

Vejo o sol nascer lindão entre nuvens e vou direto acordar o Rolando em casa para levá-lo ao aeroporto. Seu vôo só sai às 10:40 mas ele faz questão absoluta de chegar ao aeroporto com 2 (DUAS!!!) horas de mineiríssima antecedência. Não discuto. Chego em casa e o cara já está esperando com as malas prontas, cigarrinho aceso : “Tá na hora já?”.  Eu: “Não ainda, é que eu esqueci minha escova de dentes “. Escovo os dentes, troco de roupa por uma mais quentinha e pegamos a estrada às 7:15. Às 7:35 o Alberto liga no celular: “Cara, sua mãe está aqui...” putz , bem que eu achei que deveria tê-la chamado, ela queria ir junto até o aeroporto. Convenço-a  a ficar pois já tinha tomado uma  boa dianteira e não iria voltar mesmo e, cá pra nós, ainda mais para pegar alguém que iria ficar de olho no meu velocímetro.





 
Deixo meu brother no aeroporto tão rápido que nem deu pra ouvir todos os AC/DC com o Bon Scotch que eu tinha achado no meu pen drive, recuerdo de meu amigo Rodrigo Piazeta, o cara que garante a consistência dos softwares desta produção dando uma boa geral no HD antes de mais nada. Volto pra praia, chego pro café, às 10:05, junto com a frente fria que novamente deixou tudo cinza, frio mas pelo menos hoje não tem nevoeiro e a estrada foi bem tranquila. Agora são 11:35 e o Alberto, que voltou a dormir, ainda não acordou. Tudo bem, decido que vou fazer os back ups dos áudios, fotos e uns filmes do celular, trocar cordas da guitarra e preparar para as gravações hoje à tarde, depois do churrasco, até cansar, começaremos com o baixo e uma guia de voz, depois conto mais... Acho que vou dar uma esticadinha nesse sofá, um torcicolozinho maroto está me lembrando que já não tenho mais 25. Miserável!
Compra Tandrilax meu!
Todo mundo faminto, churrasco cancelado, vamos a um bom buffet por quilo em Praia de Leste, que no domingão é sensacional, carne, peixe, barreado, empadão e tantas outras opções que fica bem difícil escolher.  Não tem pós produção esse almoço e ainda saiu baratinho.



Gravamos os contra baixos do Alberto na seguinte sequencia:
“Musa Punk” – a mais ensaiada de todas, afinal foram 17 takes, tocamos a música umas 60 vezes, exagerando um pouco , é claro.
“Homens Azuis”,  “Luau”, “Ventilador de Teto”, “Cascafel “, “Ligação a Cobrar “, As três últimas músicas utilizamos uma técnica que aprendi gravando o baixista sérvio radicado em Curitiba  Kosta Matewski, que coloca um pedaço de esponja de lavar louça nas corda para abafá-las, dando um som mais seco, grave,  interessante e necessário para essas canções. Talvez na primeira das 3 eu junte os 2 sons, com e sem esponja, experiências sonoras interessantes.
Poor Albert, estava ressabiado com essa ideia da esponja, espero que ao menos tenha sido uma esponja nova lá do Quinteto.


SÉTIMO DIA, segunda-feira, 6 de agosto. Nublado, um pouco frio e totalmente cinzento.

As mulheres de minha família vão embora de manhã e estamos preparados para uma maratona de contra baixo, pois será o último dia do Alberto comigo, ele vai para Ipanema, outro balneário alguns quilometros adiante, no sentido de Pontal do Paraná e da Ilha do Mel, paraíso na terra. Alberto vai encontrar sua mulher Lícia, e cuidar da reforma e manutenção de sua casa de praia. Ficarei sozinho amanhã e depois para gravar guitarras e finalizar as trilhas d’A Lata Lá. Saudades do Giuseppe, meu filho que não veio com o resto da família, já começo a ficar tenso em pensar que ficarei sozinho nesse deserto que é esse balneário de segunda a quarta feira.
Vamos trabalhar, Alberto faz seu sistemático tratamento fitoterapêutico e logo estará prontinho para horas e horas de trabalho duro.
Hum, entendo, tratamento fitoterapêutico, conheço bem e recomendo.
Começamos com “Um Trem Para o Perú”, com direito a um baixo a 4 mãos, pois, para encurtar o tempo, repeti a frase de guitarra no baixo, mas a levada geral da música ficou a cargo do Alberto e ficou ótima, uma das minhas favoritas até agora.




“Blues das Sombras” também foi neste dia cinza uma apropriada canção. Acertamos algumas dissonâncias necessárias e em 3 takes acho que matamos. Preciso de uma voz feminina para uns backings necessários, já sei quem convidar. Alberto prometeu um hammond também muito apropriado para esta canção, resolveremos em Curitiba se faremos ou não os overdubs.


Passamos  bem pela “Roleta Russa Dupla”, punk rock, simplicidade e velocidade, os solos ficarão pra mais tarde e o destaque são os rolos de Rolando que colocou sua batera como uma luva para esta canção. Vrrrrummmmmmm!!!!

Um preparo psicológico para o baixo da jam session de 10 minutos “Já(m) Está Na Hora de Você Ser Você Mesmo”, depois, pausa para o almoço e pra cabeça. A última faixa já está escolhida, não pela qualidade, mas porque não deixar por último uma session de 10 minutos?? na pior das hipóteses é um teste de resistência para o ouvinte.
Após o frango com arroz, batatas, cebola e temperos variados, só que sem o frango, que ficou todo em outro recipiente consumido dias antes, partimos para “A Lata Lá”, a trilha de abertura, que deu bastante trabalho para adequar  o tempo da música ao tempo do filme, viu Chico?  Mas acho que está ficando bacana.
Voltando ao filme, “Trilha 2” direto na agulha, tranquilo, tranquilo.
Acaba aqui a participação do Alberto como baixista, me deixando a incumbência de fazer o baixo de “Meu Oxigênio”, bem difícil, vou ter que estudar um pouco.

Saímos pra comer um sanduíche quando recebo um torpedo da Lilian dizendo que minha mãe havia pego o ônibus das 18:30 de volta para a praia, chegaria às 20h. Vou para a rodoviária sem comer o sanduíche, pois já são 20h. Minha mãe não estava no ônibus. Pronto... ligo pra casa dela, pra minha casa, vou pra rodoviária, vou pra casa, até que recebo um telefonema de uma senhora dizendo: “ela estava muito nervosa, aqui em Matinhos (estou em Praia de Leste), mas se despediu de mim e entrou num ônibus”... as boas pessoas que aparecem... Deus abençoe a mulher que estava sozinha na rodoviária e minha mãe lhe deu o número do celular para que ligasse pra mim, mas quando ela conseguiu, minha mãe já havia partido a uns 2 minutos.
Minha mãe tem 74 anos e já teve um AVC,  quase entro em pânico quando o ônibus que chega de Matinhos quase 1 hora depois não traz a Dona Josyra. Entro no ônibus fazendo perguntas e um senhor me diz que desceu uma senhora idosa em uma casa, no meio do caminho. Tenho vontade de bater na minha mãe, entro no carro e corro fazer o caminho do ônibus. Encontro minha mãe sentada na cadeira de balanço na minha segunda volta pra casa. Desencontro total. Ela ficou com peninha de mim por ficar sozinho nesse fim de mundo. Puxa!
Vou ver se fico agora fazendo muito barulho até umas 3 da manhã. É o rock pra mãezinha, rerere...
Inútil, ela vai para o meu quarto, fecha a porta e dorme um sono de pedra.

Acabei  o baixo, acho que mais 1 ou 2 violõezinhos...  nem  é madrugada ainda...
2:01h. Basta por hoje.

OITAVO DIA – 07 de agosto.

Mais um dia que amanhece ensolarado sem nenhuma nuvem no céu, mas ainda não esquentou e já são quase 10 da manhã. Minha mãe fez café e está muito bem, foi até o mercadinho comprar uma saladinha pro almoço. Já nem lembro do perrengue de ontem.
A ordem agora é gravar guitarras. Coloquei no guarda roupas vazio o amplificador e alguns colchões nas paredes para não incomodar muitíssimo minha mãe e também os de fora, assim posso descer o braço e soltar a mão na guitarra sem compaixão. Que venham as canções.







Gravei a maioria das guitarras com minha Fender Telecaster Squire Custom "made in Indonésia", muito macia, mas fiz alguns detalhes com minha Gibson Les Paul Recording Studio, uma raridade. 



Não parei ainda, pela primeira vez vou ouvir todas as gravações de uma vez só, gravando e mexendo na maioria. Estou gostando do resultado, já deu saudade dessa semana que fiquei com os amigos tocando, gravando, bebendo um pouco também (v. cardápio líquido). Enfim, me diverti, este internamento foi muito bom para mim. Embora tenha deixado algumas oportunidades que pudessem me dar mais dinheiro, acho que valeu a pena dar um tempo para algo que eu vou me lembrar para o resto da vida, uma semana danada de boa que vai deixar dois  repertórios, o  musical e o de boas lembranças gravados respectivamente  nas memórias virtual e orgânica  para  que eu e as pessoas ligadas a mim de alguma forma possamos  voltar um pouquinho no espaço tempo  a esta semana, a este lugar e reviver FERRYBOAT, 10 DIAS NA PRAIA, com Luiz Ferreira, Rolando Castello Junior e Alberto Lins. Uma odisseia de blues e de rock.

Valeu Brothers.

Amanhã às 7:30h o Alberto vem para carregar o carro e subir a serra rumo a Curitiba, o trabalho continua, falta gravar as vozes pra valer, alguns solos e bases de guitarra e violão, os cellos e os convidados. Pretendo apresentar este material até dezembro, mas não é uma promessa, mostrarei quando estiver pronto, em um meio digital que poderá ser ou não físico, de qualquer forma já solicitei o auxílio da Lilian para fazer um material gráfico para uma possível capa e tenho um bom registro fotográfico, pode ser um bom começo.

São 23:28h e tenho que embalar tudo para a volta pra casa.








Cambio. Desligo... Não... o que é aquilo ali no cantinho que eu encontro somente agora que estou embalando tudo para ir embora?? não pode ser... mas é: O CABO ÓTICO. Boa noite.



NONO DIA – 8 de agosto – nubladinho.

Pontualmente às 7:30 ouço a buzina no carro do Alberto. Levanto, jogo uma água na cara e vou atendê-lo. Dona Josyra  já estava fazendo o café. Alberto e Lícia, sua mulher estavam bem dispostos e de ótimo humor. Aceitaram um cafezinho, enquanto isso mentalizávamos o que iria onde em qual carro. Não eram nem 8 da manhã quando deram adeus e pegaram a estrada. Eu combinei de encontrar o Alberto em seguida, pretendia sair em, no máximo, meia hora.
9:45h ligo pro Alberto avisando que atrasei um pouquinho e que ligaria quando chegasse. Ele já estava em Curitiba e fazia uma horinha para me encontrar mas já que demoraria um pouco, iria pra casa.
Sigo tranquilo pela PR 277 quando sou obrigado a parar, por volta de 11 da manhã, um congestionamento muito próximo a Curitiba, dá pra ver a rodovia do contorno que atravessa a 277 em um viaduto onde também estava tudo parado... opa!!!


Começo telefonando pra Ecovia, operadora do pedágio. A moça atende e diz que não tem nada a ver com isso, trata-se de um protesto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ligo para a PRF e pergunto o que houve, afinal eu estava sem TV, internet, jornal , rádio ou fofoqueiros durante uma semana, não sabia de nada. O “tira” atenciosamente me informa que o sindicato da categoria está fazendo um protesto na rodovia do contorno, ao que tudo indica, tudo havia começado naquele instante, eu devia estar a menos de 500m do bloqueio, previsão de liberação? Às 15h. Naquele momento me bateu uma fome danada, sede e uma vontade animal de mijar, eram 12:10h. Dona Josyra, que estava comigo já foi pegando um lençol e disse que ia fazer uma cabaninha pra fazer um xixi ali mesmo na rodovia. Felizmente o caminhão da direita andou um pouquinho, eu peguei uma saída covardona pelo acostamento e no primeiro desvio eu entrei, não tinha ninguém indo para Piraquara naquele momento. Liguei para o Alberto e ele me disse que quando passou por ali viu algum movimento mas não tomou conhecimento, passou batido e agora iria esperar um sofá que ele e a mulher haviam comprado e seria entregue à tarde em sua casa.



Às 13h sento com minha mãe para almoçar em uma de nossas churrascarias preferidas, boa e barata, com um matambre recheado de dar água na boca... valeu a espera.
Depois do almoço a garôa já dá o ar de sua graça juntamente com a tradicional friaca curitibana. Descarrego a Saveiro na casa de minha mãe, descarrego a bateria no studio do Alexandre Benato, grande brother e vou até a casa do Alberto pegar as coisas que ficaram no seu carro, já que ele não poderia sair por causa do sofá recém adquirido e é claro que não entregaram ainda. Pego tudo e descarrego na casa da Dona Josyra. Santa mãezinha. Estou moído quando chego em casa para uma ducha maravilhosa daquelas que só se consegue com aquecimento a gás. 19 horas e eu só quero matar a saudade da família em um animado lanche/jantar.  Caio na cama e desmaio. Boa noit...zzzzzzzzzzzzzzzz.



DÉCIMO DIA – 9 de agosto – solzão curitibano.

De volta à civilização.

Acordo mais ou menos cedo, a Lilian já está dando bronca na Lana que não quer levantar e ir para a escola, hoje é dia de aula de violão. Ela vai e volta me pegar para irmos até nosso ex café/restaurante, o Stereo Toater Café, temos que ir retirando coisas para liberar o espaço para novos possíveis proprietários. Respondo e-mails, leio alguns posts no facebook, alguns blogs interessantes, um pouquinho de olimpíadas e vamos para o Stereo Toaster. Mexe coisa, tira do lugar, carrega o carro, tira daqui, põe ali, libera geladeira, desliga da tomada, liga pra cancelar contratos, descarrega o carro em casa e segue pegar minha mãe para um almoço rápido, preciso montar o studio para finalizar a trilha do filme A Lata Lá, o Chico já está ansioso para conhecer alguma coisa que gravamos.


  Chico Cardoso, diretor do filme "A Lata Lá"
Chego no quartinho de minha mãe às 14h, peço para meu filho levá-la comprar remédios e fazer a loto enquanto pego no pesado, o trabalho é mais difícil do que eu pensei, toneladas de revistas, papel velho e alguns documentos importantes dela estão misturados por todo o quartinho e eu resolvo organizar a bagaça toda. Empilho as revistas em uma pilha quase do meu tamanho, separo contas pagas, contratos de venda de imóveis, contra cheques, extratos bancário etc em uma sacola bem descolada, digo vistosa e bonitona, coloco coisas em caixas, tiro caixas do caminho, afasto móveis, jogo muito papel fora e ainda assim não consigo nem começar a montar o studio. Minha mãe tem T.O.C. e guarda papel, revistas e tecidos. Tecidos estão por todo o apartamento dela, já colocamos 3 (TRÊS) armários grandes para guardar os panos que ela não deixa jogar fora e ainda assim eles estão por todo lugar. Consigo liberar um espaço para trabalhar mas hoje não consigo fazer mais nada, o trabalho braçal mais uma vez me deixou exausto.
À noite planejo ir ao encontro de meu amigo Toninho Vaz, que fará uma palestra sobre seu excelente livro “Solar da Fossa” no Café Mafalda, eu mesmo o apresentei à dona do café, a  Ieda, grande pessoa amiga das artes e dos artistas. Vou fazer uma surpresa, só uma olhadinha na tv e... zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz  acordo meia noite meia, tiro as meias e deito na cama. Desculpe Toninho, ando meio cansadão.

CAPA DO LIVRO SOLAR DA FOSSA, DE TONINHO VAZ.

DÉCIMO PRIMEIRO DIA, 10 de agosto-solzão de sair de bermuda.

Acordo bem disposto, o clima lá em casa está ótimo, Giuseppe dorme tranquilo, Lilian e Lana numa boa, aula só às 13:15h, banho pra despertar, um pouquinho de olimpíadas, ginástica (na tv),  luta livre, boxe... adoro olimpíadas, porque não tem todo ano?
Quando nos tocamos estamos todos atrasados e a correria começa pra fazer o almoço, Lilian dá conta do recado é lógico, é chefe de cozinha,  hoje tem diarista, a Cleusa, eu a chamo carinhosamente de Créu, ela é bem do tipo interiorana, simplona, gente fina mesmo e trabalha muito bem.
Não precisa dizer que almoço, olimpíadas, família, computador, blogs, e-mails, notícias, atualizações de programas etc me tomaram toda a manhã e meu plano de atravessar o centro da cidade de bicicleta para montar o studio na casa de Dona Josyra ficaram pra outro dia quando o Giuseppe, meu filho, me diz que tem que ir dar aula de inglês para a sua avó, minha mãe, então, vou de carona na carona dura. Chego e vou logo montando tudo, teste, teste, alo,alo.... já estou editando as músicas e a salinha ficou um xuxu, tapetinho no chão e caixinhas na minha cara, ficariam melhor se ficassem mais separadas, mas tudo bem, está ótimo e eu não pago aluguel. “Por que você não montou o studio no Stereo Toaster?” me perguntou a Lilian, pois é bem mais perto de casa e está vazio e disponível e tem muito mais espaço. Mas é barulhento, fica de cara pra rua e passa muito carro, preciso de silêncio ou isolamento acústico. O silêncio do quartinho na casa de Dona Josyra é muito mais barato e ainda tomo conta da velhinha para que não se meta em encrenca. Minha meta é comprar uma casa bem grande para morar todo mundo junto, é claro que tem que ser grande o suficiente para ter um apartamento só para a Dona Josyra guardar os seus paninhos e suas revistinhas com muitas prateleiras e armários grandes. Tem que ter também uma sala boa para ensaio, gravação e isolamento do mundo pra mim,  para a Lilian terá um atelier bem bacana para suas gravuras (ela é formada em gravura pela Belas Artes e faz trabalhos muito legais, não é à toa que eu a convidei para fazer a capa do CD) e suas gastronomias, espaço legal para as fotos do Giuseppe, os cachorros e bonecas da Lana, uma churrasqueira para nossos amigos e espaço pra essa gente toda quando fica muito junta não começar a brigar sem parar.
Já estou exportando as primeiras provas do filme, combinei com o Chico que entrego na segunda.  Acho que ele vai gostar, espero que goste mesmo.






Antes...



Depois...

Esse aí é o Giuseppe, meu filho mais velho. Bom garoto.       

                              Overdubs fundamentais

Gravando as vozes todas

PÓS PRODUÇÃO...

Dia 24 de agosto.

Recebo um e-mail muito triste do Rolando que me informa o falecimento de sua mãe na noite passada.  Imagino, faço uma vaga idéia do tamanho da tristeza dele.  Solidarizo-me com sua dor. Força, meu amigo, lamento não poder estar aí contigo nessa hora difícil. Vai daqui meu abraço.

Regravo a voz e mexo na mixagem da triste canção “Homens Azuis” . Inevitável a ligação com a tristeza de meu amigo. Mando pra ele bons pensamentos, no momento é tudo o que posso fazer.


Dia 1 de setembro

uma sinusite me deixou fora do ar por , 2 dias com febre, calafrios, dor, idas  ao otorrino, farmácia e hoje estou melhor. Entre outros afazeres, tenho me empenhado em divulgar a venda de meu ex ponto comercial, comecei a praticar pilates a um preço simpático junto com minha mulher e temos sentido um bom resultado alongando tendões e corrigindo posturas. Nossa filha está andando muito bem de bicicleta e temos feito passeios  ciclísticos interessantes. Outro dia fui até o bar da esposa do Claudinho Pimentel, meu amigo e grande violonista ele estava se para iniciar seu set, mas ia demorar um pouco e eu tinha muito o que pedalar até chegar em casa.
O saldo da pós produção é bom, até agora consegui pré mixar 13 das 15 músicas gravadas na praia.  Aguardo um contato do meu amigo Vitor França para uma audição técnica em seu studio para corrigir detalhes de mixagem e discutir a masterização, um cara ocupado. O Rolando tem mandado sugestões por e-mail também e são sempre bem vindas, mas o cara está com pouco tempo disponível, bastante envolvido com as celebrações dos 35 (!!!) anos da Patrulha do Espaço, sua banda oficial, ícone do rock brasileiro e muitos shows pra marcar. Enquanto isso vou cuidando  do blog, selecionando fotos, com ideias sobre um post de uma canção. Os amigos querem ouvir e eu devo isso a eles. O Walter Franco não deu sinal sobre a canção que eu gostaria que ele cantasse, “PÂNICO EM PVC”, talvez ele tenha achado por demais  “baixo astral”, afinal a letra   simplesmente descreve um momento ruim na vida de um cara que chega ao limite, nada a ver com “...mente quieta e coração tranquilo...” talvez não dê certo sua participação, eu compreendo  e lamento. O maestro Waltel Branco está trabalhando em um arranjo de cordas para a música mais difícil conceitualmente do repertório todo: “Cascatas & Cataratas”. Vai ser difícil, semana que vem telefonarei para ele. Também não sei se vai dar certo, ainda tem o agravante de conseguir o músico,  eu tenho um amigo violoncelista mas ainda nem sei se ele vai estar na cidade.
Enfim, entro em setembro sem dinheiro, com muito o que fazer pelo projeto FERRYBOAT e pelas minhas finanças. Um projeto da FUNARTE levará 72 bandas brasileiras  para Portugal em 2013 e eu acho que tenho obrigação de inscrever o Maxixe Machine, minha banda do coração verde e amarelinho, isso também vai me consumir algumas horas.
Hoje ainda eu vou conversar com  Lilian mais seriamente a respeito do material gráfico do cd.
Eu tenho exatamente 72 latas redondas que sobraram da Grande Garagem Que Grava, um projeto anterior de 8 anos com meu velho amigo Rodrigo Barros, não temos nada a fazer com as latas, imagino fazer 72 cópias iniciais desse trabalho em gravura da Lilian, bem artesanal mesmo, mas sem bixogrilagem, hippie não, isso é bricolagem, “faça você mesmo”, é o que venho fazendo desde 1980 com algum sucesso .


Pela quarta vez fui convidado para o juri do KAISER SOUND FESTIVAL.  Eu aceitei, claro, é uma ótima oportunidade de estar por perto das novas bandas da cidade, tomar umas cervejas com os amigos  jurados das outras edições (Glauco Solter, Zé Rodrigo e Beto K) e também ganhar uma graninha, afinal, estou duro e neste mês tem aniversário da Lana e ela está precisando de uma bicicletinha um pouco maior.

Os Membros do Juri: em pé estão Zé Rodrigo e Glauco Solter, sentados eu e Beto K,



14 de setembro

Fui até o interior no feriado visitar o sítio da família, uma estância de sossego, passeios a cavalo, pescaria, caminhadas pelas estradinhas de terra vermelha,  cozinha regional maravilhosa da Maria, antiga funcionária da fazenda e uma das melhores cozinheiras que já conheci. Manerei na comida, na cachacinha curtida no barril de caneleira, a cervejinha inevitável  ao entardecer calorento e poeirento, enfim, quase nem engordei muito.


Estou curado da sinusite mas já peguei um resfriado na volta para Curitiba, a temperatura de um dia par outro baixou uns 15 graus, posso estar exagerando um pouco...

Rebatizei uma das músicas instrumentais que gravamos  para o filme do Chico de “Nevoeiro”, em homenagem às tardes nebulosas da praia, inclusive foi a primeira música que gravamos, tinha que ter um título especial.




Estou finalizando a segunda mixagem, falta somente alguns detalhes para eu poder mandar um cd para cada um de meus comparsas nessa empreitada.

Resolvi fazer um cd com 12 músicas, deixando 3 de fora, como “sobra de estúdio”, não ficaram tão ruins, vou deixar para download exclusivamente no site (www.strereotoaster.com.br) que mantenho muito material de bandas e artistas em um “player downloadeável”, uma espécie de web rádio com uma programação de umas 14 horas de música aleatória. A Jam session que fizemos com “Já Está Na Hora De Você Ser Você Mesmo” eu resolvi deixar no cd como “Bônus Track”, daí o cd vai ficar com quase todos os elementos de uma produção de verdade, só falta o clip, o show de lançamento, o manager e a turnê...  Na boa, estou satisfeito de ter feito um bom cd com um power trio tocando bem e honestamente canções com algum conteúdo em em momento em que o rock anda tão esquecido por aqui, são sobrepujado pelo sertanejo... também, atualmente a novidade do rock são os emos e eles são muito novos, rasos e nenhum deles chegou nem perto de ser um fenômeno de vendas como a gostosíssima Paula Fernandes.

Correndo por fora a Patrulha do Espaço do Rolando está comemorando 35 anos de estrada e estão vindo para Curitiba fazer um show ainda não sei onde, mas certamente vamos colocar o FERRYBOAT para uma grande estreia ao vivo. Será dia 15 ou 16 de novembro, o Rolando não me passou maiores detalhes,  ainda estou aguardando contato .

Patrulha do Espaço na década de 1970.




ORDEM (provisória) DAS MÚSICAS NO CD:
1.     TREM PARA O PERÚ
2.     LIGAÇÃO A COBRAR
3.     MUSA PUNK
4.     O ATIRADOR DO CAMPO DE CENTEIO
5.     VENTILADOR DE TETO
6.     OS HOMENS AZUIS
7.     BLUES DAS SOMBRAS
8.     PÂNICO EM PVC
9.     NEVOEIRO (A LATA LÁ2)
10.                       MEU OXIGÊNIO
11.                       ROLETA RUSSA DUPLA
BÔNUS TRACK: JAM SESSION
12.                       JÁ ESTÁ NA HORA DE VOCÊ SER VOCÊ MESMO
***SOBRA DE STUDIO (EXCLUSIVO PARA DOWNLOAD NO SITE www.stereotoaster.com.br):

13.                       A LATA LÁ (INSTRUMENTAL)
14.                       CASCATAS E CATARATAS
15.                       LUAU



27 de setembro

Como passa rápido o tempo. Ainda mais para um homem sem grana como eu.
Estou correndo atrás do “faz-me rir” há algum tempo, não está fácil, mas tenho sobrevivido fazendo alguns bicos e pedalando bastante.
Hoje completei a terceira versão do CD, ainda não mostrei nada para ninguém fora do pequeno círculo de envolvidos diretamente no assunto. Sou muito criterioso e isso acaba comigo, pois não é fácil ser muito perfeccionista finalizando um cd gravado meio ao vivo com poucas condições e finalizado em um quartinho na casa da sua mãe. Estou ficando um pouco ansioso, acho que está muito próximo do final. Como dizem por aí: a mixagem não acaba, a gente se acaba e acaba com ela.
Mudei a ordem do CD:


ORDEM (provisória) DAS MÚSICAS NO CD:
1.     TREM PARA O PERÚ
2.     LIGAÇÃO A COBRAR
3.     MUSA PUNK
4.     O ATIRADOR DO CAMPO DE CENTEIO
5.     VENTILADOR DE TETO
6.     NEVOEIRO
7.     OS HOMENS AZUIS
8.     BLUES DAS SOMBRAS
9.     LUAU
10. NEVOEIRO (VINHETA)
11. PÂNICO EM PVC
12.MEU OXIGÊNIO
13.ROLETA RUSSA DUPLA
14.CASCATAS & CATARATAS
***SOBRA DE STUDIO 
(EXCLUSIVO PARA DOWNLOAD NO SITE www.stereotoaster.com.br):
15.A LATA LÁ (INSTRUMENTAL)
16.JÁ(m) ESTÁ NA HORA DE VOCÊ SER VOCÊ MESMO (Jam session)

Ouvi e não gostei da voz que gravei em Ligação A Cobrar,  acho que estou levando  essa música muito a sério, o jeito é relaxar e tocar o foda-se, se ficar Magal, tudo bem. Olha... gostei, de qualquer forma acho que o espírito dessa canção sempre foi esse, caiu como uma luva, até gravei umas gracinhas no meio do solo, carranca pra quê?  Acho que resolvi. Jogar fora o cd gravado e gravar outro, tomara que seja este o derradeiro, esta tecnicidade toda está me saturando os decibéis...



04 de outubro

Hoje mandei “Blues das Sombras” para a Alice Ruiz ouvir. Ela gostou, fiquei orgulhoso, respeito muito a opinião da poetiza, minha amiga é muito sábia em suas colocações.
Dei mais uma ajustada em 2 canções, um pouquinho mais de guitarra em “Trem Para o Perú” e um pouco mais de bateria em “Homens Azuis”, não muito.
Amanhã colocarei no correio um projeto do Maxixe para Portugal e um cd para o exigente baterista da FERRYBOAT.
Estou feliz também pelo fato de não ter precisado me utilizar dos afinadores digitais para este trabalho, não que esteja uma perfeição de afinação, mas não compromete e acho legal assumir as pequenas desafinações humanizando ainda mais o lance, parece estúpido, mas as coisas estão ficando todas muito robotizadas, isso pelo não existe aqui, talvez numa próxima...
A Lilian está trabalhando em um logotipo para a banda, assim que esteja pronto vou colocar este texto no blog. Estou ansioso para saber a opinião dos amigos.
Shows do Maxixe Machine, minha participação no Kaiser Sound e a agenda da Patrulha do Espaço não vão permitir um lançamento com festa em novembro como eu gostaria, vamos ver mais pra frente então.
Mudei a ordem do CD, agora com “Nevoeiro” envolvendo as canções mais introspectivas, ficou mais no clima:

ORDEM (acho que definitiva) DAS MÚSICAS NO CD:
1.     TREM PARA O PERÚ
2.     LIGAÇÃO A COBRAR
3.     MUSA PUNK
4.     O ATIRADOR DO CAMPO DE CENTEIO
5.     VENTILADOR DE TETO
6.     NEVOEIRO
7.     BLUES DAS SOMBRAS
8.     OS HOMENS AZUIS
9.     CASCATAS & CATARATAS
10.  NEVOEIRO (vinheta)
11.  MEU OXIGÊNIO
12. ROLETA RUSSA DUPLA

***SOBRA DE STUDIO 
(EXCLUSIVO PARA DOWNLOAD NO SITE www.stereotoaster.com.br):
13. A LATA LÁ (INSTRUMENTAL)
14. PÂNICO EM PVC
15. LUAU
16.JÁ(m) ESTÁ NA HORA DE VOCÊ SER VOCÊ MESMO (Jam session)

O Sérgio Viralobos ouviu um cd que lhe dei e sugeriu que colocasse Pânico em PVC e Luau como faixas normais, eu ainda estou pensando.

Outra coisa que resolvi foi manter o trabalho somente com 3 pessoas, sem convidados,  dá mais personalidade à banda.

Hoje é 15 de outubro e eu não viajei no feriado, postei o "fotoclip" Trem Para o Peru no youtube e avisei no facebook. Enviei nesta semana um  cd para o Rolando, espero que agrade.

Dançou a participação do Walter Franco, quanto ao Maestro Waltel Branco, eu não pude comparecer à cerimônia de entrega de seu diploma pela UFPR de Doutor Honoris Causa por causa de um estúpido exame que eu havia marcado algumas semanas antes, uma endoscopia,  como tomei Propofol (aquele anestésico que apagou M.J. lembra?) fiquei impossibilitado de qualquer ação e coberto de vergonha por ter perdido a cerimônia que ele, o próprio maestro fez questão de enviar o convite para minha casa, um mestre do conhecimento e da generosidade, estou em débito com ele. Tomando coragem vou fazer-lhe uma visita.

As coisas ficaram bem diferentes daquilo que eu esperava, mas a capa da lata está ficando muito linda, com a foto da Lilian do Ferryboat (balsa) à frente de um por do sol maravilhoso daquele final de tarde mágico.
Um colorido formidável tomou conta daquilo que eu inicialmente pensei cinza e nublado. Estou feliz com o resultado até agora, mas ainda acho que para fazer a parte física do CD precisarei de uma masterização mais profissional, em um studio maior, com um som bem mais alto do que o permitido pelas normas do condomínio do prédio de minha mãe. Ou não.


Primeiro estudo para a capa da lata do CD


QUINTA FEIRA, 18 de outubro

Enviei Pânico em PVC para o Carlos Careqa, afinal a música foi feita na casa dele, no seu piano e a seu respeito. Ele disse que gostou, mas acrescentou: " Não tomo lítio, rerere".
Para o Thadeu, o Polaco da Barreirinha, enviei "Noite de Luau" e mais algumas, ele curtiu.
Meus amigos estão gostando do material, acho que é isso que importa, fazer um trabalho sincero, mantendo a integridade artística e a liberdade criativa e, principalmente, que agrade os envolvidos diretamente no processo de produção.


FERRYBOAT AGRADECE AFETUOSAMENTE:
Agradeço à minha família pela compreensão e pelo apoio, ao Mola Jones pela confiança depositada no empréstimo de seu instrumento querido, a bateria de tantas horas felizes, ao Rodrigão pelos microfones,  à Purkot Guitarras pelos ajustes em minha Les Paul, ao Rodrigo Piazeta pelos ajustes nos sofwares e hardwares e principalmente aos meus comparsas desses 10 dias na praia, Rolando e Alberto, sem vocês FERRYBOAT não existiria como banda. O prazer de gravar com esses caras valeu a trabalheira toda.

O Rolando dedica sua participação ao baterista curitibano Marinho Bocão, criador da RRRaRRRaRRRRá Records e diversidades associadas, um grande músico que teve um final  trágico e  precoce, descanse em paz. Agradece também às Baterias Prime pela força toda.

O magnifico, soberbo, fantástico e humilde baterista Rolando Castello Junior, agradece de coração a oportunidade de participar desse projeto do LAF do BAAF, alias Ferryboat.
Confesso que tinha duas preocupações sérias em relação ao projeto, a primeira era o volume grande de canções, 17, ainda mais sem ensaio prévio, por minhas varias ative idades e viagens não pude ouvir com mais atenção e tempo as canções, antes de gravá-las.
A segunda preocupação, era a incerteza em relação ao baixista, que também seria dublê de técnico de gravação, desde um principio essa função era para ser exercida pelo Eugênio KF, um querido amigo, parceiro da Mariele Loyola no Cores de Flores e exímio fuçador nessas coisa de tecnologia digital, mas o cidadão simplesmente sumiu. Se alguém souber dele, por favor nos informe, ainda estamos preocupados.
Em relação a essas duas preocupações, a resposta a primeira, foi resolvida com mais ou menos umas 170 tomas de bateria, realmente não gosto de trabalhar assim, tão despreparado, mas uma coisa posso garantir, todas as bateras foram gravadas com tesão e respeito pelas canções, ainda que em algum momento eu já nem sabia mais, em que musica eu estava gravando, se a virada que era para Ventilador de Teto foi parar na Musa Punk, ou se a levada de Homens Azuis era a levada de Cascafel, mas o trampo foi realizado, mais um desafio vencido e felizmente o LAF do BAAF gostou do resultado.
A segunda preocupação, teve como resposta, o grato conhecimento e convivência com o Alberto Lins, que em uns quantos dias já se tornou um velho e querido amigo.
Agradeço ao Ferry pela oportunidade e por ter me possibilitado essa nova amizade e acima de tudo pelas lasanhas da Leila.
Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii



*****Adendos aos adendos ao Diário de Bordo do Ferryboat do Rolando Castello Junior, soberbo, magnifico etc etc... Por Luiz Ferreira, comandante de operações:
1 - Onde se lê “LAF DO BAAF”, entenda Luiz Antonio Ferreira (L.A.F. - Eu) e BAAF é a abreviação de minha antiga banda, Beijo AA Força.
2- Onde se lê “Parati”,  entenda Saveiro, o veículo que tanto galho quebrou nessa produção, juntamente com o Pallio do Alberto Lins, também chamado de Albert, pelo Magnifico, etcetc... Rolando.

3- Onde se lê “Lasanhas da Leila”, entenda “Lasanhas  da Lilian”, minha digníssima esposa, excelente chef de cozinha e responsável pela nossa alimentação nesses dias todos que ficamos na praia. Ela planejou o cardápio diário e produziu tudo com alguma ajuda minha (mínima) e congelou tudo, o que foi maravilhoso, pois não perdemos tempo cozinhando nem lavando panelas.

4- O Rolando chama as gravações “Beach Sessions”, o nome provisório do projeto, antes de eu decidir chama-lo de 10 Dias Na Praia, achei que ficaria estranho um nome em inglês para um repertório todo em português, mas ficou o apelido carinhoso.

5-Onde se lêmagnifico, soberbo, fantástico e humilde baterista Rolando Castello Junior”, entenda: menos Rolando, menos...



Dedico este trabalho à minha família e aos amigos que acreditam na utopia do rock e a  elevam para outras esferas, seja lá o que eu queira dizer com isso, enfim, quem é do rock sabe bem do que se trata.



P.S.: Encontra-se severamente  abalada a auto estima do caiçara, cidadão batalhador que vê sua cidade invadida por uma multidão mal educada no verão e no resto do ano se encontra abandonado pelo poder público. A falta de investimento em infra estrutura  e capacitação profissional para receber o turista, transforma nossos balneários em locais sujos e feios. Porque não deixar a beleza de nossas praias predominar?  Frequento  as praias do Paraná desde que tenho 12 anos de idade e sempre achei que há muito por fazer, como músico e compositor isso é tudo o que posso fazer, se você puder fazer alguma coisa, faça.

EXTRAS:
Rides de monitoração (esquerda) e gravação
anotações sobre a primeira mixagem (acho que fiz umas 5)

 Plano de stereo (pan)
 

CARDÁPIOS:
Gastronômico
      

 SET LISTS:
Completo
 Seleto


QUINTA-FEIRA, 6 DE MARÇO DE 2013.

A agenda de Rolando e a distância que nos separa me fez tomar a dura decisão de substituir o genial baterista. Como a bateria foi fundamental no conceito de FERRYBOAT, decidi colocar o Alberto na bateria (sim, o cara é baterista também) e para substituí-lo no baixo, um pouco por suposição minha e também por ser instigado pelo Rodrigão, meu amigo e colega de banda no Maxixe Machine, chamei para a função o carecão trash metal Ângelo Stroparo, um baixista muito bom que conheci quando fui jurado na primeira edição do Kaiser Sound Festival, a banda dele, a Macumbaria, foi a grande campeã daquela edição, fizeram apresentações impecáveis e mereceram, gostei muito das frases e da presença de palco do Ângelo, fiquei muito feliz quando ele aceitou meu convite, infelizmente a Macumbaria encerrou suas atividades e ele estava sem banda, louco pra tocar. Curtiu as canções e aceitou o desafio. 
Neste momento estamos ensaiando para o lançamento do CD, marcado para dia 12 de abril no Jokers. Convidei para a abertura do evento a banda Defalla, meus amigos desde a década de 1980, quando ainda garotos vieram até Curitiba dividir o palco com o Beijo AA Força. Voltaram inúmeras vezes, é claro.
O que pesou para a escolha da banda convidada também foi uma história macabra:
eu fui em 1989 o programador artístico de um bar no Largo da Ordem chamado "Blues Bar". Num final de semana eu programei uma grande cartada, na sexta-feira Cães Vadius (SP) e Os Cervejas; no sábado tocariam Beijo AA Força e Defalla. Tocariam, pois na madrugada de sexta para sábado o bar pegou fogo e eu tive que tirar os caras do hotel, pois não teria grana para pagar os quartos e pedir perdão por ter que mandá-los de volta sem um puto de um cachê, fiquei imensamente constrangido e devendo essa pra eles.
Agora temos uma banda de rock e blues mais o Defalla querendo colocar fogo na cidade, mas sem vítimas, please.

Ângelo, eu e Alberto - a nova formação do FERRYBOAT

Cartaz do lançamento no Jokers.







LETRAS E CIFRAS:





BLUES DAS SOMBRAS
Letra: Alice Ruiz
Música: Luiz Ferreira

intro: Em / Am (3x ) B / B7

Em                                  Am                                    G (Em / Am / G )
PRECISO FAZER AS PAZES COM SUAS SOMBRAS
Em                             Am                             G (Em / Am / G )
PRECISO SER PACIENTE COM SUAS SOMBRAS
G                                                    (C / C# )
PRECISO ENTENDER AS SUAS SOMBRAS
D                                 D7
PRA NÃO VER AS MINHAS
         A                A / B / C / C7 / D #7/4 / F#7/4
QUE ISSO SIM
                      Em / Am
ME ENSOMBRECE. (3X)

(solo)

G                                                    (C / C# )
PRECISO ENTENDER AS SUAS SOMBRAS
D                                 D7
PRA NÃO VER AS MINHAS
         A                A / B / C / C7 / D #7/4 / F#7/4
QUE ISSO SIM
                      Em / Am
ME ENSOMBRECE. (3X)



Em / Am / G / Em




CASCATAS & CATARATAS
(Ferreira)

intro: 2X A D#m B G F#m D>>E A D>>E A (A G#)

F#m                                       B
TANTO NOME PRA MENTIRA VIGORAR
E                                            F#m     (A - B)
TANTO VERBO E TANTA LÁBIA


F#m                                        B
TANTA VOLTA PRA CHEGAR NESSE LUGAR
              E                         F#m             (A - B)
A VERDADE NÃO SE ABALA


E
QUANDO CHEGARÁ O DIA
               E7                           E
DA JUSTIÇA EMPLACAR
                 F#m                 (A - B)
A IGUALDADE IMPLACÁVEL





OS TRISTES HOMENS AZUIS
(Música:Ferreira / Letra: Marcos Prado)

intro: Am / A4 - F - G

A m                                     A4      

NÃO É BLUES, TRISTES, NÃO É MESMO
F                                  G
A TRISTEZA NÃO FAZ UM HOMEM AZUL
Am                      A4                                     F
O BRANCO É BRANCO, O NEGRO É NEGRO
                           G                                       G/G#
NINGUÉM É TRISTE, NÃO HÁ BLUES
Am                                    A4    F                    G
SÓ EXISTEM OS TRISTES, OS TRISTES HOMENS AZUIS

F9                                      G4
ELES SE VESTEM DE BRANCO E DE NEGRO
Am7                                       F9
OS OUTROS VÊEM AZUL
G4                           Am7
PORQUE NÃO SÃO NEM BRANCOS NEM NEGROS
F9                    G4              Am7 (Am)
OS TRISTES HOMENS AZUIS

Am                                A4
NINGUÉM NASCE AZUL
F                                G
NÃO SE PÕE NO MUNDO ALGUÉM AZUL
Am               A4    F                           G                G/ G# Am
À LUZ DO SOL NÃO EXISTEM HOMENS AZUIS
Am                                A4
MAS QUANDO A NOITE CAI
F                                   G                         G/ G#
SE LEVANTAM OS HOMENS AZUIS

F9                                 G4
ELES SE VESTEM DE BRANCO E DE NEGRO
Am7                                       F9
OS OUTROS VÊEM AZUL
G4                            Am7
PORQUE NÃO SÃO NEM BRANCOS NEM NEGROS
F9                   G4                Am7 (Am)
OS TRISTES HOMENS AZUIS




NÃO PASSA DE UMA LIGAÇÃO A COBRAR
(Ferreira/Sérgio Viralobos/Marcio “Cobaia” Goebert/ Francisco Cardoso)

Riff: Gm - Cm - Gm
                                             Gm
EU DEVO TUDO ÀS MULHERES
MAS ESTE MÊS NÃO VOU PAGAR
                                              Cm
VOU ARROLAR NOSSOS BENS
                                                   Gm
PRO HERDEIRO NÃO DESERDAR

                                                       Gm
JAZ O ELLANT, JOIAS NO PENHOR
                                          Cm
O SENHORIO ME DESPEJOU DE PENHOIR
                                                             D#7
SE VOCÊ ESTÁ OUVINDO MINHA VOZ
                                                         D7
PODE TER CERTEZA QUE NÃO PASSA 
                                               Gm ( D7 Gm D7)
DE UMA LIGAÇÃO A COBRAR
(Riff)
                                                  Gm
SÓ ME RESTARAM AS COLHERES                  

DO FAQUEIRO QUE GANHEI POR ME CASAR
                                               Cm
E IGUAL A MIM MAIS DE CEM
                                                Gm
NÃO POSSO NEM RECLAMAR

                                                             Gm
CREDO EM CRUZ, CREIO NO SENHOR
                                                         Cm
DE GRAÇA A MIM SÓ RESTA AGORA REZAR
                                                              D#7
SE VOCÊ ESTÁ OUVINDO MINHA VOZ
                                                        D7
PODE TER CERTEZA QUE NÃO PASSA
                                              Gm ( D7 Gm D7)
DE UMA LIGAÇÃO A COBRAR.

(solo) Gm Cm D#7 D7 Gm ( D7 Gm D7)

                                             Gm
EU DEVO TUDO ÀS MULHERES
                                                        Cm
DE GRAÇA A MIM SÓ RESTA AGORA REZAR
                                                               D#7
SE VOCÊ ESTÁ OUVINDO MINHA VOZ
                                                         D7
PODE TER CERTEZA QUE NÃO PASSA
                                               Gm      ( D7 Gm D7)
DE UMA LIGAÇÃO A COBRAR.
            D#7       D7
NÃO PASSA
                                               Gm     ( D7 Gm D7)
DE UMA LIGAÇÃO A COBRAR.
            D#7       D7
NÃO PASSA
                                               Gm     ( D7 Gm D7)    -  Gm
DE UMA LIGAÇÃO A COBRAR.




LUAU
(Ferreira / Thadeu Wojciechowski)


(Gm C A# C G).......
ATENÇÃO!

PARA PEITOS DE SILICONE

SÉRIAS LESÕES NO CORAÇÃO

OBA!

FOI TÃO BOM TE ENCONTRAR

NESSA NOITE DE LUAR

AQUI NESSE MOMENTO RESPIRANDO OXIGÊNIO DO MELHOR

O ÁPICE DO NOSSO ASSUNTO
                                                            Gm           F
FOI QUANDO A GENTE CHEGOU JUNTO


             Gm                          F
E NA CÁLIDA CALADA DA NOITE
            C                                           Gm
SÓ SUSSURROS DE TOTAL PRAZER







MEU OXIGÊNIO
(Ferreira/ Beto Trindade/ Oneide Diedrich)

intro:C#m B>C#m7 F#m A B (2X)

C#m   B>C#m7   F#m   A - B
TE VI NO ESCURO
C#m    B>C#m7   F#m               A - B
TE SENTI DE OLHOS FECHADOS
C#m    B>C#m7          F#m         A - B
MINHAS MÃOS OUVIRAM
       E
O SEU CORAÇÃO
       G#                  G#7
FAZENDO QUE SIM
     G#                    G#7
DIZENDO QUE NÃO
        F#                     F#7             E
DEIXANDO-ME ASSIM: FANTOCHE
          A                          B
SEM BANALIZAR O TOQUE

C#m      B>C#m7     F#m        A - B
DE ONDE VEM TUDO?
C#m B>C#m7     F#m
A BOCA E OS DENTES?
A    B        E
MINHA PELE CONTENTE
            G#           G#7
MEUS PÉS NEM AÍ
             G#            G#7
MEU PEITO QUE RI
        F#             F#7
FAZENDO DE TI
          E       A
MEU OXI GÊNIO
          E        A                    B         B7
MEU OXI GÊNIO MAIS PURO

C#m          C#m7                         F#m
BABY VOCÊ NÃO TEM PREÇO
             F#m7     C#m - C#m7
MAS ESSE HOTEL
A
VAI ME DEIXAR
B
DURO.

(SOLO E – A – E – A – B – E-F#m-A-B-F#m-E-F#m-A-B)
              E     A                             E
MEU OXI GÊNIO ….. MEU OXI  




MUSA PUNK
(Música: Ferreira / Letra:Viralobos/M.Prado)


intro: Em – G – D – C – Am- C – Am – C – G (2X)

Em                        G                           D/A- C/G      D/A- C/G
ISSO QUE NÓS TEMOS SÃO AMORES?
Em                                     D                         Am - Am/G
ME PERGUNTO AO TE VER EMPUTECIDA
D                                    D/C                          G – Em – G - Am
MASOQUISTA INSENSÍVEL A TANTAS DORES
                                              D                                  D7
CUTUCANDO COM PRAZER NOSSA FERIDA

Em                            G                       D/A- C/G         D/A- C/G
ALQUIMISTA DE SOCOS, BEIJOS E LICORES
Em                           D                       Am - Am/G
MEXE O CALDEIRÃO DOIDA DRUIDA
D                                    D/C                          Am    - Am/G
ESQUISITA SEM TIRARES NEM PORES
D                                           D/C                    Am    - Am/G
DISPENSA GREGOS E TROIANOS DISTRAÍDA

D                                       D/C                         G – Em – G - Am
E CONTRATA MUITOS OUTROS SEGUIDORES
                         D                                    D7
SÓ PRA JUDIAR, MINHA QUERIDA?                (D.C.)


G                           G7                  G6                     G5SUS
SINISTRA, MAGNÉTICA, HIPNÓTICOS HORRORES
C                              C7a                      C6                               C (2X)                         G
SURGE TÃO BEM VINDA E ME ESCAPA AINDA MAIS LINDA      MAIS LINDA

D/A – C/G (SOLO FINAL) - G – C – G – G -D – G – G – G - C – D - G.




O ATIRADOR DO CAMPO DE CENTEIO
(Ferreira / S. Viralobos)

Intro: A# - A – G – E – C – G – A – E – G – A – G – E (2X)

A                         A7                   D7       D#º
NÃO HÁ NO CÉU LUGAR RUIM
Am                 Am/G                  B7 /4                     B7        (Am - Am/G – B7/4 - B7)
RESTA SABER SE HÁ OU NÃO LUGAR PRA MIM


A#                        A    G   A   E
ERA UM CARA SOLITÁRIO
          C                       G          A                  E
GOSTAVA DE ESCUTAR ROCK AND ROLL
G                         A        G   E
UM DIA PRECISOU MATAR
     A#                    A     G     E
O ÍDOLO QUE MAIS AMOU
            C                          G         A       E
COM CINCO BALAS COVARDONAS
       G                                  A      G      E
CALOU PRA SEMPRE O FALASTRÃO


A                         A7                   D7       D#º
NÃO HÁ NO CÉU LUGAR RUIM
Am                 Am/G                  B7 /4                     B7        (Am - Am/G – B7/4 - B7)
RESTA SABER SE HÁ OU NÃO LUGAR PRA MIM



A#                     A  G  A      E
MUITO OBRIGADO IRMÃO
        C                           G           A        E
VOCÊ NÃO PENSE QUE ME FEZ MAL
G                               A   G     E
ATÉ QUE ME FEZ UM FAVOR
        A#                            A      G    E
O MUNDO ESTAVA PRECISANDO
           C                           G        A    E
DE UMA NOTÍCIA HOMEM-BOMBA
                  G                           A  G   E
OUTRO CRISTO PRA CRUCIFICAR




 ROLETA RUSSA DUPLA
(Música: Ferreira / Letra: Viralobos)

RIFF: Dm – A# - Gm - C

Dm                                                    A#
NOSSO AMOR ENTROU DERRAPANDO NA PISTA
Gm                     C
ATROPELOU TRANSEUNTES
Dm                                       A#
FUROU O FAROL E O SINAL
               Gm
EU QUERENDO MORRER
C                        C/A# - C/A - C/A#       C
VOCÊ NÃO FICAR               PRA VIÚVA
C                       C/A# - C/A - C/A#        C
VOCÊ NÃO FICAR               PRA VIÚVA
          Dm                              A#              Gm
FOI FÓRMULA INDI NA CONTRA MÃO (3X)

SOLO ( Dm – A# - Gm – C) 2X

Dm                                                         A#
SAÍMOS DE UM TÚNEL EM DISPARADA
      Gm                                   C
DIRETO PARA UM BECO SEM SAÍDA
         Dm                    A#
E A LÁGRIMA CORREU
        Dm            A#
MUITO ATRASADA
              Gm
PINGO D'ÁGUA QUE CAI
             C - C/A# - C/A - C/A#      C
NA CHUVA                    JÁ CHOVIDA

         Dm                                A#              Gm
FOI FÓRMULA INDI NA CONTRA MÃO (3X)


(SOLO) ( Dm – A# - Gm – C ) 2x


Dm                                          A#           Gm             D m
FOI FÓRMULA INDI NA CONTRA MÃO (3X)




TREM PARA O PERÚ
(Ferreira)

E
ACORDO MAIS CEDO, COM DOR DE CABEÇA DEPOIS DE UMA NOITE RUIM

EU VIRO PRO LADO, NO MEU TRAVESSEIRO, ENVELOPE ENDEREÇADO A MIM
                                                                                                                                             C#m
ERA UMA CARTA DE ADEUS QUE RESUMIDAMENTE DIZIA ASSIM (HEY HEY):


“ESSA NOITE EXTRAPOLOU
                                          B
VOCÊ ME DESRESPEITOU
                                                        F#m
UM AMIGO SEMPRE ME CONVIDA
                                              A
PARA IR ATÉ MACHU PICHU
                                                   C#m
É UMA PASSAGEM SÓ DE IDA

ELE SABE DO MEU SUPLÍCIO
                                                               B
TANTOS ANOS, TANTO DISPERDÍCIO
                                            F#m
NÃO TENTE ME IMPEDIR
                                                   A
LOGO MAIS VOU EMBARCAR
                                                    E
NESSE TREM PARA O PERÚ “

        E
EU PULO DA CAMA, ENTRO NA ROUPA, ESCADA NEM VEJO DESCER
                                                                                                                                                              C#m
EU LIGO MEU CARRO, NA PORTA DA RUA O CHÃO JÁ COMEÇA A TREMER (HEY HEY)


É QUE ESTOU PRESO NO TRÂNSITO
                                                                       B
CARRO DA FRENTE NÃO QUER ANDAR
                                          F#m
PRECISO ME LOCOMOVER
                                               A
NÃO POSSO DEIXÁ-LA IR
                                                    C#m
ELA É TUDO PRA MIM EU SEI

NOSSAS BRIGAS SÃO TRIVIAIS
                                                          B
ACHEI QUE TUDO ESTARIA BEM
                                           F#m
PRECISO CHEGAR A TEMPO
                                                   A
ELA NÃO PODE EMBARCAR
                                                  E
NESSE TREM PARA O PERÚ

(SOLO) 3 X C#m - B - F#m - A

E                                                          E
NESSE TREM PARA O PERÚ.




VENTILADOR DE TETO
(Ferreira)

intro: E

         D#m                     F#m
NENHUM APARTAMENTO
             A                           E
OU SUCESSO DO MOMENTO
                D#m                   F#m
NEM O CARRO LANÇAMENTO
               A                      E
VAI FAZER VOCÊ FELIZ
                            D#m                  F#m
COMO UM VENTILADOR DE TETO
    A                         E
E O CLIMA CORRETO
                 D#m             F#m
QUENTE ÚMIDO E DIRETO
     A                                   E     (A4/9)
DIRETO COM O SEU AMOR
A E (A4/9)
COM O SEU AMOR
A                           E
COM O SEU AMOR
           D#m    F#m
TODA A RIQUEZA
                    A                 E
QUE SEU PAI ACUMULOU
D#m                   F#m
PODE TER CERTEZA
            A                    E
NÃO VALE UM VERÃO
                        D#m                  F#m
COM UM VENTILADOR DE TETO
    A                         E
E O CLIMA CORRETO
                 D#m              F#m
QUENTE ÚMIDO E DIRETO
      A                                  E       (A4/9)
DIRETO COM O SEU AMOR
   A                         E        (A4/9)
COM O SEU AMOR
    A                        E
COM O SEU AMOR

(SOLO) 

D#m / F#m / A / E /
D#m / F#m / A / E / (A4/9)
A / E / (A4/9)
A / E / (A4/9)
A / E